O Globo e G1 Omitem Histórico de Terrorista que Lidera Greve de Fome de Prisioneiros Palestinos

Enquanto Israel oficialmente, e muitas organizações judaicas (e o HonestReporting) passavam pelo feriado de Pessach (páscoa judaica), o condenado assassino terrorista palestino Marwan Barghouti ganhou um espaço no New York Times para acusar Israel de vários delitos, incluindo tortura de prisioneiros.

Barghouti lidera uma greve de fome de prisioneiros palestinos desde ontem, com o objetivo de chamar a atenção do público e retratar terroristas como prisioneiros políticos detidos por Israel para sufocar as aspirações palestinas. E o New York Times pegou carona nessa farsa, dando a Barghouti um espaço no horário nobre. Daí, o artigo serviu de fonte de citações e explicações para os mais diversos veículos de notícia ao redor do mundo.

Após contato do HonestReporting em inglês, o editor do jornal adicionou uma nota explicando quem é Barghouti e por que ele é um prisioneiro condenado à prisão perpétua em Israel.

 

(Nota do editor: 17 de abril de 2017 – Este artigo explicou a sentença de prisão do escritor, mas foi negligente para fornecer contexto o suficiente sobre as ofensas pelas quais ele foi condenado. Elas foram cinco acusações de assassinato e participação em uma organização terrorista. O sr. Barghouti recusou-se a oferecer uma defesa em seu julgamento e recusou-se a reconhecer a jurisdição e legitimidade da corte israelense.)

 

Agora, o mesmo precisa ser feito no O Globo e no G1, que se referiram a Barghouti apenas como:

 


Mas Barghouti não é um prisioneiro político como estes veículos fazem seus leitores acreditarem. Ele também era o comandante das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa durante a Segunda Intifada e é diretamente responsável pelo assassinato de muitos civis israelenses. Em 2004, após julgamento, Barghouti foi condenado a cinco penas de prisão perpétua e mais 40 anos de prisão por assassinato e por realizar atos terroristas. Ele é um assassino de civis israelenses.

Você pode ver as atividades terroristas de Barghouti, crimes e a decisão completa em um tribunal civil israelense aqui.

Em um op-ed no jornal The Times of Israel, o membro do Knesset e líder do partido Yesh Atid, Yair Lapid, rebateu o artigo do NY Times:

A tentativa do New York Times de “ser equilibrado” diverte Barghouti. Ele entende que esta sagrada tentativa de equilíbrio cria um pé de igualdade entre assassino e assassinado, terrorista e vítima, mentira e verdade.
 
Então Barghouti conta histórias de horror sobre tortura que ele sofreu durante as investigações israelenses. Não há base factual para essas histórias. A tortura que ele descreve é proibida pela lei israelense e até mesmo os maiores oponentes de Israel devem reconhecer que respeitamos nossas leis.
 
A realidade é que um terrorista condenado está inventando histórias sobre aqueles que o aprisionam, como prisioneiros fazem em todo o mundo, inclusive nos Estados Unidos.
 
Em vez de lhe dizer – como um jornal responsável deveria – que se ele não tem provas para apoiar suas histórias, então elas não podem ser publicadas, o New York Times as publicou em suas páginas de opinião e nem sequer se incomodou de explicar aos seus leitores que o autor é um assassino condenado do pior tipo.

E o caso se repete nos veículos brasileiros que não só citaram as declarações de Barghouti diversas vezes para explicar a greve de fome, como também se abstiveram de prover o histórico do terrorista aos leitores. Ao invés de explicar quem ele é, e por que ele está atrás das grades, Barghouti é apresentado apenas como um líder, inclusive cotado pela população palestina para ser o próximo presidente, ou seja, uma personalidade louvável de certa forma.

Até mesmo a AFP, citada como fonte, teve a decência de informar que “Barghouthi cumpre cinco penas de prisão perpétua por ataques mortais durante a segunda intifada”.

Na verdade, Barghouti deixou uma trilha de vítimas inocentes do terror e suas famílias enlutadas durante a Segunda Intifada. Os israelenses ainda se lembram e vivem com a dor e o trauma desse período, mesmo que o O Globo e o G1 desejem esconder a verdade sobre terroristas palestinos. Estes jornais devem aos seus leitores um esclarecimento e um pedido de desculpas por esse comportamento cínico.

 

 

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